teste e intervalo Z para a média
Testes e intervalo de confiança para a média (\mu) de uma população normal com variância conhecida (\sigma^2). Em notação matemática:
X \sim N(\mu,\; \sigma^2): os dados são bem modelados por uma distribuição normal
\sigma^2 é conhecida do problema em investigação (ver variância populacional)
e nestas condições, a variável fulcral é
que segue distribuição de amostragem Normal.
procedimento para obter o IC
Conhecida a média amostral (ver também medidas amostrais) o IC, com 1-\alpha de confiança, é dado por
em que, com base na distribuição normal padrão Z,

É mostrado, na figura, que o grau de confiança, 1 - \alpha, é colocado no centro da distribuição N(0, 1):

TH com base no p-value
Antes de avançar é necessária a verificação dos pressupostos:
X \sim N(\mu,\sigma^2) (X segue uma distribuição normal)
\sigma^2 conhecido (a variância populacional é conhecida)
As etapas são:
- 1. Especificar a hipóteses H0 e H1
\mu_0 é um valor real obtido no problema em investigação.
teste bilateral:
H_0:\, \mu = \mu_0 \quad vs \quad H_1:\, \mu \neq \mu_0
teste unilateral à direita:
H_0:\, \mu = \mu_0 \quad vs \quad H_1:\, \mu > \mu_0
teste unilateral à esquerda:
H_0:\, \mu = \mu_0 \quad vs \quad H_1:\, \mu < \mu_0
- 2. Identificar a estatística de teste
A notação «| \; H_0» designa «sob H0», ou seja, sendo H0 verdade então o valor do parâmetro \mu é o valor real \mu_0 indicado no problema em investigação.
- 3. Obter o valor da estatística de teste
Com base na média amostral e valor \mu_0:
- 4. Calcular o p-value
Consideram-se os três casos.
No que se segue, \Phi(z) = \text{CDF.Normal}(z,\; 0,\; 1).
4a. Calcular o p-value de um teste bilateral
se z_{obs} é negativo então
tabelas: \text{p-value} = 2 \times \Phi(z_{obs})
calculadoras: \text{p-value} = 2 \times \text{CDF.Normal}(lower=-\infty,\;upper=z_{obs},\;\mu=0,\;\sigma=1)
se z_{obs} é positivo então
tabelas: \text{p-value} = 2 \times (1 - \Phi(z_{obs}))
calculadoras: \text{p-value} = 2 \times \text{CDF.Normal}(z_{obs},\;+\infty,\;0,\;1)
4b. Calcular o p-value de um teste unilateral à direita
Independentemente de z_{obs} ser positivo ou negativo:
tabelas: \text{p-value} = 1 - \Phi(z_{obs})
calculadoras: \text{p-value} = \text{CDF.Normal}(z_{obs},\;+\infty,\;0,\;1)
4c. Calcular o p-value de um teste unilateral à esquerda
Independentemente de z_{obs} ser positivo ou negativo:
tabelas: \text{p-value} = \Phi(z_{obs})
calculadoras: \text{p-value} = \text{CDF.Normal}(-\infty,\;z_{obs},\;\;0,\;1)
- 5. Concluir
se \text{p-value} \le \alpha então rejeita-se H0 em favor de H1
se \text{p-value} > \alpha então não se rejeita H0
- 4. Interpretar no contexto do problema em investigação.
Sugestão de interpretação (para o caso em que X é um peso):
«o peso médio (é / não é) significativamente diferente de \mu_0 considerando o nível de significância \alpha=5\% e com base na amostra considerada.»
«o peso médio (é / não é) significativamente maior que \mu_0 considerando o nível de significância \alpha=5\% e com base na amostra considerada.»
«o peso médio (é / não é) significativamente menor que \mu_0 considerando o nível de significância \alpha=5\% e com base na amostra considerada.»
TH com base na região crítica
Antes de avançar é necessária a verificação dos pressupostos:
X \sim N(\mu,\sigma^2) (X segue uma distribuição normal)
\sigma^2 (a variância populacional é conhecida)
As etapas são:
- 1. Especificar a hipóteses H0 e H1
\mu_0 é um valor real obtido no problema em investigação.
teste bilateral:
H_0:\, \mu = \mu_0 \quad vs \quad H_1:\, \mu \neq \mu_0
teste unilateral à direita:
H_0:\, \mu = \mu_0 \quad vs \quad H_1:\, \mu > \mu_0
teste unilateral à esquerda:
H_0:\, \mu = \mu_0 \quad vs \quad H_1:\, \mu < \mu_0
- 2. Identificar a estatística de teste
A notação «| \; H_0» designa «sob H0», ou seja, sendo H0 verdade então o valor do parâmetro \mu é o valor real \mu_0 indicado no problema em investigação.
- 3. Obter o valor da estatística de teste:
Com base na média amostral e valor \mu_0.
No que se segue, \Phi(z) = \text{CDF.Normal}(z,\; 0,\; 1).
- 4. Obter a região crítica.
A região crítica é um intervalo onde se rejeita H0 caso este contenha z_{obs}.
4a. região crítica bilateral
tabelas: z_{critico} = \Phi^{-1}(1-\alpha/2)
calculadoras: z_{critico} = \text{INV.Normal}(1-\alpha/2,\;0,\; 1) (o resultado é positivo)
RC = ]-\infty,\; z_{critico}[ \;\cup\; ]z_{critico},\; +\infty[.
4b. região crítica unilateral à direita
tabelas: z_{critico} = \Phi^{-1}(1-\alpha)
calculadoras: z_{critico} =\text{INV.Normal}(1-\alpha,\;0,\; 1) (o resultado é positivo)
RC = ]z_{critico},\; +\infty[
4c. região crítica unilateral à esquerda
tabelas: z_{critico} = \Phi^{-1}(\alpha)
calculadoras: z_{critico} = \text{INV.Normal}(\alpha,\;0,\; 1) (o resultado é negativo)
RC = ]-\infty,\; z_{critico}[
- 5. Concluir.
se z_{obs} pertence à região crítica então rejeita-se H0 em favor de H1,
se z_{obs} não pertence à região crítica então não se rejeita H0.
- 4. Interpretar no contexto do problema em investigação.
Sugestão de interpretação (para o caso em que X é um peso):
«o peso médio (é / não é) significativamente diferente de \mu_0 considerando o nível de significância \alpha=5\% e com base na amostra considerada.»
«o peso médio (é / não é) significativamente maior que \mu_0 considerando o nível de significância \alpha=5\% e com base na amostra considerada.»
«o peso médio (é / não é) significativamente menor que \mu_0 considerando o nível de significância \alpha=5\% e com base na amostra considerada.»
TH com base no método do IC
Antes de avançar é necessária a verificação dos pressupostos:
X \sim N(\mu,\sigma^2) (X segue uma distribuição normal)
\sigma^2 (a variância populacional é conhecida)
o TH a efetuar é do tipo bilateral (H_1:\; \mu \neq \mu_0)
As etapas são:
- 1. Especificar a hipóteses H0 e H1
\mu_0 é um valor real obtido no problema em investigação.
O método do IC apenas se aplica ao teste bilateral:
H_0:\, \mu = \mu_0 \quad vs \quad H_1:\, \mu \neq \mu_0
- 2. Usar ou determinar o IC
(ver também procedimento para obter o IC)
Se o problema em investigação já dispõe de um IC passa-se para a etapa seguinte.
O IC é obtido com grau de confiança 1 - \alpha
O IC é dado por:
- 3. Concluir
se \mu_0 não pertence ao IC então rejeita-se H0 em favor de H1,
se \mu_0 pertence ao IC então não se rejeita H0.
- 4. Interpretar no contexto do problema em investigação.
Sugestão de interpretação (para o caso em que X é um peso):
«o peso médio (é / não é) significativamente diferente de \mu_0 considerando o nível de significância \alpha=5\% e com base na amostra considerada.»
Recorda-se: o método do IC só é aplicável ao teste bilateral.
calculadora gráfica
texas TI Nspire CX
intervalo Z
stat => MENU » ESTATÍSTICA(6) » intervalos de confiança (6) » Intervalo Z…(1) » método de entrada de dados=estatística » OK
teste Z
Estatística (2) => TEST (F3) => Z (F1) => 1-Sample (F1) =>
Data: Variable
miu = > miu
miu0 = 0.4
barra x =
Output:
«p» é o p-value
«z» é o z_obs
texas TI 84 e variantes
intervalo Z
STAT => TESTS => ZInterval (7) => Inpt: stats => (dar os dados) OK
teste Z
STAT => TESTS => Z test => «Stats»
miu 0
sigma
barra x
n
“<”, ou “diferente”, ou “>”
n
casio FX 9860gii e similares
intervalo Z
STAT => INTR => Z => 1-S (1 sample) => (modo variable) => média amostral, st deviation, C-Level
casio FX CG 20
intervalo Z
STAT => INTR => Z => 1-S (1 sample) => (modo variable) => média amostral, st deviation, C-Level
construção do IC
A construção do IC pode ser consultada aqui: construção.