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A
confusão da imagem tão próxima leva-me a concluir que se trata de um
produto da minha imaginação. Mas não! O tempo como que parou, tudo
parou, de repente fez sentido a ideia de optar por um mar revolto, em
detrimento de um outro bonançoso, uma aparição ensurdecedora pelo abalo
surge discreta e muda, um Lobo Marinho enorme fita-nos, presenteia-nos
com a sua recíproca curiosidade, com os seus mergulhos e com todo o seu
encanto. Estamos atónitos! No meio de todo aquele ruído do vento, das
ondas e do piar dos Garajaus, só conseguia captar o som do Lobo a
respirar, expelindo com força o ar pelas suas narinas dilatantes. Várias
sucessões de aparecimentos à superfície deleitaram os espectadores num
jogo inocente de aparece-esconde. Por momentos cheguei a pensar que
deveria ter gritado: “Nunca confies nos Homens!” Mais uma lembrança
cicatrizada para sempre na minha memória.
Termina o jogo iniciado pelo Lobo.
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