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Começara, então, uma
estadia como vigilante!
14:00, a rendição fora
concluída. Uma breve troca de impressões com os que de lá partiram fora
o suficiente para me aperceber do assombro que me aguardava. A urgente
necessidade de arrumar todos os víveres percebi-a mais tarde aquando dos
constantes aparecimentos de inúmeros visitantes, tanto nocturnos como
diurnos, que ali vêm satisfazer os seus vorazes estômagos. Fim do dia,
uma noite salpicada de estrelas brilhantes dava o tiro de partida,
começara definitivamente uma estadia nas Ilhas Desertas. |
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Primeira missão: posto de
observação na Ponta do Furadinho, eu e o vigilante Luís Ferro. Consistia
essencialmente no registo de todos os comportamentos observados de
Lobos-Marinhos que por ali passassem. As cinco horas de observação
permanentes resumiram-se a alguns Garajaus, que por ali esvoaçavam
lutando contra o vento à caça de pequenos peixes mergulhando
freneticamente no azul do mar, e à admiração de grandes bodiões
vermelhos que quase galgavam a costa à procura de pequenos crustáceos.
Lobos-Marinhos, nada visto. Nem sequer fora por eles que ali estava mas
sim pela vontade de fazer algo de extraordinário, satisfazer uma
necessidade interior no campo da preservação, fazer algo pela
natureza... mas a oportunidade excepcional de contemplar um
Lobo-Marinho, seria o ápice de um milagre.
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