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Objectivo: patrulhamento terrestre desde o lado Norte da
Deserta Grande até à Doca.
Um desembarque urgente do semi-rígido, dadas as ondas
gigantescas, resultou numa aterragem violenta contra uma pedra repleta
de cracas. São 11:30 da manhã, inicia-se o tão penoso mas impressionante
itinerário sobre a Deserta Grande. Primeira visão, o afamado Vale da
Castanheira. Restos de ossadas de esqueletos de cabras, denunciam a
acção dos responsáveis pelo necessário extermínio dos infelizes
herbívoros. Alguns ossos de coelho comprovam o seu desaparecimento da
Ilha. Os infinitos tons castanhos, continuam a pincelar a tela do
panorama, a vegetação, em algumas zonas densa e seca, aspira pela
chegada das primeiras chuvas da estação, um vale longo esconde-nos do
mar. Tudo nestas Ilhas atiça a curiosidade e o fascínio, é impossível
definir piamente seja o que for, nem a mais pormenorizada fotografia
consegue captar o verdadeiro encanto. Estou maravilhado!
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Virar com mil cuidados as grandes pedras é o segredo para se encontrar a
grande Tarântula que chega a atingir o tamanho de uma mão! Após várias
tentativas, a sedução de um vulto negro azulado de dorso prateado, com
pequenos pontos brancos nas patas e um respeitável par de quelíceras
esconde-se na terra ressequida, levando consigo um casulo sedoso de
pequenos ovos. Uma segunda pedra movida permite observar com maior
precisão uma tímida Tarântula que leva no dorso dezenas de pequenas
descendentes, órfãs de pai, imobilizadas e da cor da terra. Outra
perfeição da natureza!
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