Parque Natural da Madeira

 

Vigilante das Ilhas Desertas

Diário de José Manuel Pestana

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Objectivo: patrulhamento terrestre desde o lado Norte da Deserta Grande até à Doca.

Um desembarque urgente do semi-rígido, dadas as ondas gigantescas, resultou numa aterragem violenta contra uma pedra repleta de cracas. São 11:30 da manhã, inicia-se o tão penoso mas impressionante itinerário sobre a Deserta Grande. Primeira visão, o afamado Vale da Castanheira. Restos de ossadas de esqueletos de cabras, denunciam a acção dos responsáveis pelo necessário extermínio dos infelizes herbívoros. Alguns ossos de coelho comprovam o seu desaparecimento da Ilha. Os infinitos tons castanhos, continuam a pincelar a tela do panorama, a vegetação, em algumas zonas densa e seca, aspira pela chegada das primeiras chuvas da estação, um vale longo esconde-nos do mar. Tudo nestas Ilhas atiça a curiosidade e o fascínio, é impossível definir piamente seja o que for, nem a mais pormenorizada fotografia consegue captar o verdadeiro encanto. Estou maravilhado!

 
   
 

   
   

Virar com mil cuidados as grandes pedras é o segredo para se encontrar a grande Tarântula que chega a atingir o tamanho de uma mão! Após várias tentativas, a sedução de um vulto negro azulado de dorso prateado, com pequenos pontos brancos nas patas e um respeitável par de quelíceras esconde-se na terra ressequida, levando consigo um casulo sedoso de pequenos ovos. Uma segunda pedra movida permite observar com maior precisão uma tímida Tarântula que leva no dorso dezenas de pequenas descendentes, órfãs de pai, imobilizadas e da cor da terra. Outra perfeição da natureza!

 

   
       

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Copyright João Olival & Paulo Roldão, last update: terça-feira, 07 de Fevereiro de 2006.