[37]
Repare-se no entanto que (24) é ambígua: ou a Maria
adora Cuckor, ou a Maria adora que seja eu a escolher
Cuckor. No primeiro caso, o antecedente lexical é o NP
Cuckor, mas no segundo caso é toda a primeira parte da
frase ("a Maria adora [que eu escolha sempre Cuckor]"). A
primeira interpretação parece preferencial, mas o verbo
adorer poderia perfeitamente marcar lexicalmente um CP e
tomá-lo como argumento interno foneticamente
vazio.
[40]
Como veremos no capítulo 3, a marginalidade de (26b) deve ser
atribuída a factores de ordem lexical.
[42]
No entanto, como é assinalado pelos índices
introduzidos, pode pelo menos sugerir-se um certo tipo de
regência para ei, já que existe
co-indexação entre a posição vazia e uma
posição que a precede -- lembramos que a Regência
por Antecedente, definida anteriormente em (19), implica
co-indexação --, pelo que se afigura que uma
relação estrutural existe entre a primeira
ocorrência de livro e a segunda.
[43]
Zribi-Hertz (1985:68) O uso do conceito clássico zeugma
em (28) não deixa de ter importância neste contexto,
já que o seu significado está muito próximo de
certo tipo de elipses caracterizadas pelo paralelismo das
orações envolvidas. A expressão elipse
zeugmática é pois particularmente rica do ponto de
vista descritivo, já que conjuga a ideia de elipse com a de
simetria, ideia que, como veremos no capítulo 3, considero
central na teoria da elipse nominal.
[45]
O termo licensing é traduzido em Português por
legitimação na versão portuguesa de
Chomsky (1986a) e em Matos (1992), enquanto Raposo (1992)
mantém o anglicismo licenciamento. A ideia é que
as condições de boa formação das
estruturas sintácticas devem ser vistas como
condições de legitimação: a
presença de determinado elemento em determinada
posição é autorizada ou não por um certo
número de condições --por exemplo, um argumento
só é legitimado se está numa cadeia que contem
uma posição temática visível. Para
Chomsky (1986a:105), "Cada elemento que aparece numa estrutura bem
formada tem de ser legitimado de um dos poucos modos
disponíveis." Quanto a pro, Rizzi (1986) define a sua
legitimação como "as condições que
permitem que [o elemento nulo] ocorra em determinado
contexto" (p.518)
[46]
Exemplos de Rizzi (1986:524). Note-se que nesta frase a
posição de sujeito é ocupada por um pro
expletivo.
[48]
A classe Xy pode variar. É o caso de I, que
é em determinadas línguas capaz de legitimar pro
e de lhe atribuir caso nominativo
[54]
Note-se desde já que o modelo geral desenvolvido por Lobeck
(1995) aplica-se a todos os tipos de categorias elípticas:
elipse de VP , elipse de IP (sluicing), stripping (em Português
Despojamento cf Matos 1992), e elipse do nome. Neste trabalho,
o modelo de Lobeck será reduzido às
considerações que faz sobre a elipse do
nome.
[55]
Lobeck (1995:20)