Ecos
da anti-epopeia na literatura de expansão portuguesa
Acção de formação realizada na Escola Secundária de Homem Cristo,
Aveiro, Março de 2001
Acção de formação realizada na Escola Secundária Dr. Serafim Leite, S. João da Madeira, Março de 2002
Habituámo-nos,
por motivos vários, a conotar a epopeia camoniana Os Lusíadas com a
glorificação do Império português, com a exaltação da História nacional e
do projecto evangelizador de Portugal, enquanto situamos, numa zona
diametralmente oposta, por estarem ligadas à crítica e à desvalorização
destes mesmos acontecimentos, obras como o Auto da Índia, a Peregrinação
e até mesmo os relatos compilados na História Trágico-Marítima.
O
que acontece, de facto, é que estas são apenas as tendências predominantes de
obras que contêm outros vectores e outras possibilidades de leitura e
apresentam até elementos contraditórios. A verdade é que se trata de textos
que reflectem de forma muito próxima o contexto histórico, social, cultural,
político, religioso e até económico em que foram produzidas ou que as
antecedeu e que permitem, através da sua leitura, uma compreensão das motivações,
das causas e das consequências que a empresa da Expansão teve na vida do país
e dos portugueses.
Objectivos da acção
a)
detectar, no corpus em análise, uma linha temática relativa à
crítica da Expansão Portuguesa, bem como os principais alvos dessa mesma crítica;
b)
possibilitar uma leitura intertextual dos textos da literatura de Expansão
Portuguesa, detectando aspectos comuns, tanto ao nível temático como de
estruturação formal;
c)
sensibilizar os professores de Língua Portuguesa para a utilização em
sala de aula de outros textos e de outros materiais que complementem e apoiem o
estudo das obras aconselhadas nos programas.