Paz e Guerra: os conflitos bélicos na literatura portuguesa para a infância

 

 

RESUMO

 

Habitualmente, à infância e em particular à literatura infantil são associadas temáticas ligadas ao imaginário e ao maravilhoso, correspondendo a uma visão positiva, às vezes quase eufórica, do mundo e dos homens. É segundo esta ordem de ideias que parece fazer sentido o afastamento da literatura infantil de temas tidos como “apoéticos”, como é o caso da violência, da guerra e da morte. A própria visão maniqueísta do funcionamento e organização das coisas facilita a compreensão, por parte da criança, das regras e conveniências sociais, e, nesta perspectiva, o Bem opõe-se claramente ao Mal, os bons são recompensados e os vilões castigados. Demorará algum tempo para que a criança se aperceba, quase sempre paulatinamente, que o mundo é feito de mais cores do que o preto e o branco e que a dúvida e a incerteza residem exactamente numa vasta gama de cinzento que também caracterizam a espécie humana e as suas atitudes. A questão da guerra, amplamente mediatizada desde há alguns anos, é, talvez, uma das áreas de maior complexidade para a visão infantil do mundo.

 

REFERÊNCIA

 

RAMOS, Ana Margarida (2005): «Paz e Guerra: os conflitos bélicos na literatura portuguesa para a infância», in Boletín Galego de Literatura, nº 31, Universidade de Santiago de Compostela, pp. 49-80

 

(ISSN: 0214-9117)