SOBERANIA DO POVO, 23/04/2004

 

JS DE ÁGUEDA NA ESTAÇÃO ARQUEOLÓGICA

 

Assinalando o Dia Mundial do Património e dos Sítios, a Juventude Socialista de Águeda realizou durante a manhã de domingo passado, uma visita à Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga.

 

A visita tinha igualmente como objectivos colocar questões relativas ao legado arqueológico do concelho, sem deixar de acentuar o trabalho francamente positivo que o Gabinete de História e Arqueologia da Câmara Municipal tem feito naquele sítio histórico e na realização de uma brochura informativa sobre o mesmo.

 

Futuro da estação parece estar arrestado

No entanto, não podíamos deixar de notar que investimentos recentes no local não estão a ser rentabilizados para um maior conhecimento deste sítio que tanto honra o concelho. Por exemplo, a estrada que dá acesso à Estação Arqueológica empedrada em 2003; o percurso pedonal em volta do recinto com estruturas aéreas fixas; o que parecem ser instalações para os técnicos no local (nada está identificado, nem a própria Estação Arqueológica!). Mas faltam placards interpretativos/informativos ao longo do percurso pedonal, no mínimo.

 

Há que deixar claro que esta é uma das estações arqueológicas mais expressivas na região Entre-Douro e Mondego e que pela sua monumentalidade merece um correcto estudo, preservação e promoção. A própria importância do sítio foi atestada quando a Câmara Municipal de Águeda firmou um protocolo de cooperação com a Escola Superior de Conservación e Restauración de Bens Culturais de Galicia em 1999 para assegurar trabalhos de restauro, conservação e conduzir sondagens geofísicas.

 

Aquela que é a jóia da coroa em termos de património arqueológico merece mais e melhor promoção junto das populações do concelho. Porque não promover visitas guiadas junto das escolas do concelho e da região? Porque não criar uma exposição itinerante pelas escolas e freguesias do concelho? Afinal quantos são os aguedenses que conhecem o seu património arqueológico? Não muitos, certamente.

 

A falta de sinalização nas estradas de acesso é gritante e contribui para o desconhecimento: ao longo da EN 1 não há um único sinal de trânsito onde se leia "Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga" indicando o caminho a tomar; na Auto-Estrada Norte-Sul não há uma placa que lembre que o nosso concelho também tem património arqueológico e histórico. Onde está a sinalização?

 

O futuro da Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga parece estar arrestado, dependente de um PITER (Programa Integrado Turístico de Base Regional) que só dará frutos no final do ano depois da grande oportunidade que o Euro’2004 representa para o turismo e economia do concelho, da região e do país. Águeda continua adiada!